Cozinha da Naná

Um espacinho pra escrever o que der na telha e no estômago.

domingo, 12 de abril de 2015

Chega de coxinha!

Não aguento mais ir em aniversários e me empanturrar de (nem sempre) deliciosos salgadinhos fritos...

Outro dia fui a um aniversário com os melhores salgadinhos dos ultimos tempos. Fritos na hora, uma delícia, perfeitos, recheio quentinho, casquinha crocante - e gordos! Muito gordos... Ainda mais pelo fato de que comi uns 25 deles! 

E refrigerante, pra descer aquilo tudo. Muito açucar, sódio e cositas mas que é melhor nem pensar.

O fato é que dá sim para sairmos da mesma-coisa-de-sempre-em-festinhas-de-aniversário. 

Chega de fritura! Não mais refrigerantes!

Minha comadre me emprestou um livro de receitas veganas (aquelas que não levam nada de origem animal, tipo leite, mel, carne...) e venho testando algumas delas desde então. O livro é "A cozinha vegetariana de Astrid Pfeiffer" e a comadre é a Vania.

Hoje, testei uma receita de barrinha de cereal. Rapidíssima de se fazer, e que resultado! Não acredito que uma criança não comeria aquela delicinha! A minha com certeza sim!

E é isso. A partir de hoje irei colecionar as receitas que me fazem bem, que me deixam feliz.

E tentar escrever, que é algo que nem sei se sei fazer (com certeza, acentuação anterior às novas regras e tal, mas tudo bem!).

Bóra pras receitas:

Barrinhas de Cereais

2 colheres sopa de linhaça dourada (cubra com agua e deixe descansar por 15 minutos somente!)
5 colheres sopa de nozes (botei castanha de caju) picadas
5 ameixas pretas (botei umas 15 cramberry seca ao meio)
9 damascos secos picadinhos
1 banana média amassada (coloquei 2 pequenas prata)
1/2 xícara cha de quinoa em flocos
1/2 xícara cha de aveia em flocos
2 colheres sopa gergelim torrado
1 colher sopa rasa oleo de coco
4 colherer sopa de agave (coloquei mel mesmo)

Coloque todos os ingredientes em uma panela, inclusive a linhaça com a água do molho. Leve ao fogo por 5 minutos, para dar liga.

Unte um refratario, espalhe a massa sobre ele, alisando com as costas de uma colher. Risque as barrinhas com a ponta da faca e leve ao forno pré-aquecido a 180º por 30 min ou até dourar. Cuidado pra não deixar ressacar demais.

Espere esfriar (se puder, eu não pude), corte e voilá!


Risoto de legumes com castanhas

Cozinhe 1 xicara chá de arroz integral cateto em 4 xícaras de água por 45 minutos. Reserve.
Pique em quadradinhos:
1 tomate grande, sem pele nem sementes
1 flor media de brocolis
4 castanhas grandes (caju ou pará)
1 cebolinha-verde grande
6 azeitonas pretas 
Em rodelas:
1/2 alho poró
Rale:
1/2 cenoura média
1 colher 1 







quarta-feira, 16 de maio de 2012

Inconsciente coletivo

Pela madrugada!!!!!
Nem me lembrava mais desse blog... E olhem a pretensão: a pessoa não consegue gerenciar 1 blog, quiçá 2!!! Pátria Amada!
Hoje decidi novamente fazer o tal doce de abóbora, daí vim procurar e não é que o post tava ali, me esperando... desde 2008? Pelo menos, serviu pra que eu me lembrasse da receita, que, diga-se de passagem, foi totalmente modificada. Ralei a abóbora, botei mais açucar, cravo e canela, e raspei um pouco de casca de limão no bixo. E ficou bão tamém!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Super vermelho, super molhudo!

Minha amiga Vania, Bania, de Mococa, faz uma das melhores comidas do meu mundo!!! Talvez nao somente do meu mundo, mas do mundo de muita gente.
Tento, tento e tento, toda vez que vou passar uns tempos na casa dela, assimilar um pouco da sua complexa simplicidade na arte de cozinhar sem carne nenhuma. Nunca faco nada, mas desta vez estou empolgada.
Largar da carne, desapegar mesmo assim pra valer de uma vez pra sempre, ainda e dificil, mas estou tentando pensar em fazer outras coisas que nao envolvam animaizinhos que passaram desta pra melhor (ou pior,,,).
Hoje coloquei em pratica o molho de tomate facilimo e maravilha da Vania. Ele e simples e suculento. Amanheci decidida e fui atras dos ingredientes.
Morando em Sao Paulo e sem carro ainda por cima, dificulta um pouco a vida de quem quer frequentar feiras e outros locais do genero. Ainda mais morando nesta cidade de clima maluco, onde nosso querido Sao Pedro virou gaga e bipolar. Hoje pela manha tava um tempo de m..., mas mesmo assim, tomei um bumba e fui pra feira da Alianca Liberal.
Comprei os ingredientes que faltavam pro dito molho e pronto. Faltaria pouco pra eu me orgulhar de mim mesma.
Piquei os dois quilos de tomate, bati tudo com 3 cebolas e uns 4 dentes de alho no liquidificador (nao, eu nao tenho um liquidificador de Itu, nao... Foram necessarias tres viagens.) e coloquei pra reduzir numa panela de fundo grosso, em fogo brando, com uma maozada generosa de manjericao. Nao esqueci tambem da bela colherada de acucar.
Two hours later e la estava ele em sua vermelhidao absurda: meu primeiro molho de tomate da Vania. O primeiro de muitos!

obs - acabei de receber a ligacao do Bgu, meu cumpadi querido do coracao que esta morando na Grecia. E nada e sem querer! Ele e filho da Vania... Conexao direta!!! Familia Camargo, AMO VOCES!!!


terça-feira, 2 de setembro de 2008

Prá que cozinhar se não se tem fome?

Come uma banana, que é rica em potássio e pronto.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Quem nunca comeu leite condensado com nescau que atire a primeira pedra!

Fanatismo por chocolate dá nisso.
Quando bate aquela vontade insuportável de chocolate - as meninas sabem muito bem o que é isso, principalmente depois de um belo pé na bunda ou, simplesmente, naqueles dia em que a TPM grita na sua orelha - vale qualquer coisa. Até misturar leite condensado com nescau.
Não digo que seja gostoso, não. Mas resolve. Principalmente se você não tiver uma lata de leite condensado à postos para ir ao fogo com chocolate, sim, do padre.
Estava conversando com minha prima Sil, leitora assídua do meu blog, e falamos nesse assunto. E daí eu me lembrei da quantidade de brigadeiro que eu já fiz na minha vida. Não estou contabilizando aqueles feitos para cobrir bolos, ou os de enrolar para festinhas de aniversários de priminhos. Digo, brigadeiro para comer sozinha, ou no máximo, com mais uma pessoa. Gordinha, é claro. Ah, e não vou contabilizar... Só sei que foram muitos. E eu comia tudo sozinha, pois minha avó nao gostava e eu não tinha irmãos para dividir as panelas de brigadeiro comigo. Quero deixar bem claro que não estou reclamando!
Na época em que eu comecei a fazer strogonof, eu já era, praticamente, uma profissional no quesito brigadeiro. Tanto que minhas primas me convocavam para a "insuportável" missão de fazer umas 10 receitas por aniversário de filhos paridos por elas. E eu fazia... Sempre...
Afinal, não basta ser prima, né? Tem que participar.


sexta-feira, 8 de agosto de 2008

O primeiro doce de abóbora a gente nunca esquece...

Estou sofrendo de um pequeno problema de falta de espaço na minha cozinha. Sabe como é, né? Muita coisa, pouco armário (no caso, quase nenhum...). Precisava tirar uma panela de fondue e a sanduicheira de cima da mesa da cozinha, mas eu simplesmente, não tinha mais onde colocar nada em cima nem dentro de lugar nenhum.
Mas isso nem sempre foi assim. As coisas já andavam apertadas por aqui, mas pioraram substancialmente, pois tudo que estava na minha outra cozinha, no Atelie do Gervásio, voltaram pra cá. 
A sanduicheira é um ítem novo na minha cozinha, pois comprei a dita numa promoção no WalMart. Quando ela chegou em casa, ela ganhou o abrigo em cima do galão de água (!!!). E lá permaneceu até a moranga que eu havia comprado uns dias antes destituir seu digníssimo lugar.
Nem vou mencionar a ganbiarra que eu fiz pra guardar a panela de fondue.
Você deve estar se perguntando, "mas o que o tal do doce de abóbora tem a ver com isso?", e explico. Ganhei do Dema a revista Menu e minha inspiração estava lá: o tal do doce.
Voltei pra cozinha, olhei pra moranga, ela olhou pra mim, tirei-a de cima do galão, coloquei a sanduicheira lá, peguei o telefone e liguei pra minha conselheira de todas as horas gastronômicas, Tia Yollanda, e perguntei como fazia o doce da casa dela. 
Não sei quantidades, pois eu tinha uma moranga inteira. Só sei que cortei a moranga, pus na minha panela de alumínio nova com umas 2 xícaras de água. Depois que ferveu, coloquei mais ou menos meio quilo de açúcar (acho que a moranga pesava quase 2kg). E ferveu, e ferveu, e eu mexi, e ferveu... Quando já tinha fervido bem e eu já havia mexido bastante, ele começou a ficar brilhante, a calda secou e ele surgiu radiantemente abóbora, para delírios dos lambedores de colher de pau e raspadores de panela devidamente à postos.
E digo mais: foi divertido.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Horas vôo

Tenho que admitir que strogonof não seria tão gostoso se não fossem os acompanhamentos. Na verdade, se não fosse nosso bom e velho arroz branco.
Na tenra idade, eu nunca precisei me preocupar em aprender a fazê-lo, pois arroz sempre tem em qualquer casa, e na da minha avó não era diferente.
Mas quando cresci, percebi que teria que aprender a cozinhar um simples arrozinho. E como diria um amigo meu, simples não é (e nunca foi) fácil. 
Aprendi a receita básica, sempre fiquei por perto pra aprender todos os truques envolvidos, como a lavagem do arroz e depois deixá-lo secar muito bem (hoje em dia essa tarefa chatíssima não é mais necessária, pois o arroz já vem lavado; não sei se muito bem lavado, mas eu confio), fritá-lo e tudo e tal. A quantidade de água também era importante, e ponto, ainda mais.
Olhar é simples, fazer não é fácil. Os meus primeiros arrozes saíram empapados, ou duros, ou unidos venceremos... 
Foi então que eu percebi que eram necessárias muitas horas vôo para que aquela deliciosa e curiosamente simples iguaria pudesse chegar aos pés do meu tão adorado strogonof.
Não é preciso dizer que faço arroz com o pé nas costas, depois de uns 10 anos pilotando amadoramente o meu fogão.