Será que cozinhar é como andar de bicicleta?

Esse blog chama Cozinha da Naná pois Naná é o pedaço de mim que cozinha. Pelo menos essa era a minha visão há doze anos atrás, quando comecei com esse blog.
Olhando para trás, percebo como não consigo terminar as coisas que inicio e como isso, às vezes, é muito chato. Imagina se eu tivesse seguido com meu blog desde a época em que fiz a primeira postagem, lá em 2008 (minha filha tinha - pasme - 1 anos, e agora tem 12!!!)
Talvez hoje eu poderia ser uma "blogger" que migrou pra "influencer" que virou "youtuber" e ter muitos seguidores e estar faturando uma grana boa com produção de conteúdo coisa e tal. Mas o fato é que essa falta de perseverança me persegue e me faz querer mudar isso. Sim, eu quero mudar essa minha condição.
Tudo o que antes era conhecido parece ter ficado para trás agora, em abril de 2020.
Eu havia parado de cozinhar, principalmente depois que eu comecei a fazer muitos pães para a Ueba. Como eu tinha a facilidade de almoçar na casa da minha tia Yollanda todos os dias, e me deliciar com a comida maravilhosa que a Cé faz, fui me acomodando... nem sabia se minha comida ainda seria gostosa e se eu teria as manhas de cozinhar tanto quanto fazia no passado.
Mas, estamos vivendo uma fase bem louca de isolamento social, onde temos que ficar em casa, sem nos relacionarmos (tá certo isso???) com outras pessoas, sem poder ir nem ao menos visitar a minha tia.
Tenho uma filha, a Verinha e precisamos nos alimentar, fato.
Pois bem.
Sempre gostei de assistir a trocentos videos de receitas das mais diversas. Depois me embrenhei nos vídeos sobre fermentação natural e agora to louca pra iniciar meu processo de fazer queijos em casa. E vou levar a sério, pode apostar.
Então, bagagem não me falta.
Resolvi voltar a cozinhar com força total. E a fazer coisas que nunca tinha feito antes.
Parei com os risotos e os strogonofes que fazia semana sim outra também.
Estou experimentando outras vertentes, resolvi fazer esfihas, pão sírio, carne de panela, polenta com ragu... e posso garantir que não perdi a mão, pelo contrário.
Me pego explorando outros temperos, sabores, usando as técnicas tantas que aprendi nos vídeos que vi e livros que li, fazendo um bolo por semana... e, FELIZ!
Agora, estou colocando a minha filha para me ajudar na cozinha. A picar alho, cebola, cheiro verde, ensinando a refogar, a quantidade de óleo para fazer arroz, quanto colocar de sal. Numa dessas, ela também está comendo outros tipos de alimentos e curtindo, e sentindo os gostos e se abrindo para essa delícia que é cozinhar - e comer!
Respondendo à pergunta que eu fiz no título dessa postagem, sim. Cozinhar é como andar de bicicleta. Aprendeu, nunca mais esquece.


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